terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Nem rei nem mito!
O graal não existe,
e o rei é parvo.
O povo, fez-se lemming; matou-se!
(O politico, esse, masturbou-se,
ao som do suicídio colectivo, porque...)
O povo antes de morrer “votou...-se”,
“votou-se” ao desespero, à perda,
“votou-se” ao nada, à merda,
“votou-se” ao vento, mas não voou...
O sonho foi forte, mas não chegou.
A diferença entre estar e ser...
é tão menor que entre ser e fazer!
Berra miúdo, BERRA!
Berra com a força que tens...
Mas, por muito que grites
Não recuperas teus três vinténs!
Chora a inocência perdida,
Chora a virgindade roubada.
Foste parvo e crédulo,
Agora já não tens nada!
Nem rei, nem mito…
terça-feira, 8 de junho de 2010
Quadras pro S.João de Braga
Oh Braga do S. João
com autarquia de eleição,
teve pequeno manganão
e em todo o bolso metia mão.
Oh Bracara Augusta
cheia de mofo e religião
cidade podre e vetusta
cheia de mentira e corrupção.
Oh meu querido S. João
de molho te puseram na riada
porque com a mascara da tradição
a diário o povo leva a banhada.
De padres, putas e paneleiros,
te dá a má lingua a fama,
padres, políticos e empreiteiros,
são os que não largam a mama.
Fui a Braga ao S. João,
da Ponte à Arcada
vi tão extensa confusão
de inúmeras barracas armada.
Do Egipto ao Paquistão,
de Angola ao Equador,
todos vem ao S. João
tentando vender a sua dor.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Braga Blues
Hoje de manhã
o mundo corria parado,
Cristo continuava pregado;
e um nazi ocupava o papado.
Braga acordava,
com o comercio fechado,
com o sentido embotado;
por mais um dia nublado.
O dinheiro corria
sempre p'ras mãos do privilegiado;
p'la autarquia controlado
e p'la igreja abençoado.
E o Povo, de mãos postas,
dava graças enlevado
pelo medo fisgado
e com o espírito atrofiado
Braga, Subura, 27/05/2010
quarta-feira, 17 de março de 2010
Prazo de validade
E de repente ouves um médico a dizer:
..... só tem dois meses de vida!
E perguntas:
Ahn? Como? O que se passou? Mas…? E…?
E nada porra!
É assim e acabou-se!!!
Afinal a vida também tem prazo de validade.
Como as latas de conserva…
Como é possível?
Como é possível
que não vejas a minha dor?
Como é possível
que não te impressione
o desgarro do meu coração?
Como é possível
que estas gotas de sangue
não se convertam
em lágrimas tuas?
Como é possível
que o teu amor seja tão frio
que me deixe a arder neste inferno
neste horror de desespero
sem uma carícia, sem um olhar?
Como é possível
que partas, que vás
que me deixes assim
que não arda em ti um imenso desejo
de correr a abraçar-me, a beijar-me,
de dizer-me: descansa, está tudo bem?
Como é possível
que não compreendas a minha dor?
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