sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Na noite da Contradição...

O filósofo, 

que não sabe escrever prosa, 

escreve poemas

para esquecer, 

a humilhação. 

Pero a ver...

(Ó pero haber...) 

Los hay,

ó no los hay? 

(Home... 

haber, 

haber o que se dí haber... 

Sí que haínos!) 

Haínos, 

Ghordos, 

Haínos 

Delghados...

Haber? 

Haínos! 

Para todolos ghustos! 

Se me põem? 

Põem, põem, 

põe-me fodido! 

Stranger is the night

Que estranha é a noite

Nos estranhos momentos 

(de Contradição.) 

Em que existe! 

Que extraña és la noche 

En los extraños momentos 

(de Contradicción.) 

En que existe! 

Estraña és la noche 

En que yo vivo 

Estraña és la vida

En esta noche. 

É estranha a noite 

Em que eu vivo 

É estranha a vida 

Nesta noite. 

É estranha, 

verdadeiramente, estranha,

esta tradução... 

Contradições (?)

Contrariamente ao que poderíamos pensar,
O acto contraditório de contraposição
Não constitui, contraditóriamente,

Contradição à contratação
do supremo aldrabão!

Histórias,
não,
estórias,
sim

Se contarão,
no enorme e supremo momento da sua contratação!

Cuidado,
ou melhor: Atenção!
(A)(pró)xima-se
a exaltação
da sua Assunção!

Ai-ões

(Em resposta às
"Contradições ",
ainda não escritas,
mas pensadas...)

Áaaaaaaaí!
Áíiiiiiiiiiii!

Tudo empalidece,
perante uma comichão
nos colhões!

" Sic transit gloria mundi... "

Falsas falsidades

Falsamente se falam coisas,

falsamente se dizem coisas...

Lentamente a vida se faz coisas

E as coisas se fazem vida.

As (não existentes) 

falsidades, 

configuram nas mentes 

atrozes enormidades 

deixando dormentes 

todas as possíveis sensibilidades.


E os actores, dementes, 

de tais enormes imbecilidades

posam contentes 

para todas as "pósteridades"!