Ontem à noite vi uma estrela cadente
e hoje de manhã conheci um coelho sorridente!
Tudo isto à sombra dum "cão" negro, imponente.
Enquanto o mar rugia bravamente,
e o vento uivava loucamente,
eu, excitado, entusiasmado, fremente,
olhei à volta, procurei um confidente;
alguém a quem contar o incidente.
Estava sozinho, embora houvesse gente.
Sob o céu, cinzento e inclemente
chorei; despudoradamente.
Parei, recompus-me, e decididamente
desatei a escrever furiosamente,
para "postar" urgentem... que digo, imediatamente!
Como se estivesse possuído, ou demente.
Tentando, em vão, inutilmente,
esconder que estou só, triste e impotente.
domingo, 23 de agosto de 2015
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