Hoje chove,
o céu chora em tons de cinza.
e vejo o reflexo da vida que passa...
lá fora.
fechado numa caverna
observo as sombras da vida
que não vivo.
de forma difusa,
a interminável procissão
de corpos humanos que desfila
por trás de mim.
como formiguinhas trabalhadoras,
indolentes e preguiçosos,
como cigarras sonhadoras,
os corpos humanos
desfilam à chuva.
guarda-chuvas multicolores
desfilam pela mão dos corpos humanos.
Antes as tardes de chuva eram tristes
desfilam pela mão dos corpos humanos.
Antes as tardes de chuva eram tristes
porque os guarda-chuvas eram cinzentos e feios,
agora são coloridos,
como flores.
De repente o tilintar de louça
acorda-me,
aos poucos o ruído das conversas
torna-se cada vez mais inteligivel;
Não sou Platão
nem estou na caverna!
Estou n' A Brasileira
e tomo café.
agora são coloridos,
como flores.
acorda-me,
aos poucos o ruído das conversas
torna-se cada vez mais inteligivel;
Não sou Platão
nem estou na caverna!
Estou n' A Brasileira
e tomo café.
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