segunda-feira, 7 de abril de 2008

Assim



E assim, de silêncios,
são feitos os nossos diálogos.

De momentos partilhados a sós.
De calar o que quero gritar.
De desejos reprimidos
e sentimentos escondidos.
De medos e temores,
de pânicos e terrores.

Da contenção,
de involuntários tremores.
Da repressão,
de incontroláveis ardores.

É negar o desejo.

De lágrimas secas,
e suores frios,
são as noites.

De gritos mudos,
e desesperos calados,
são os dias.

Sim,
a vida é assim.

É calar,
o que quero gritar.
É esconder,
o que quero fazer.

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