Ecce Dominus
Algures,
sózinho num quarto,
escuro e bolorento,
o cronista escreve,
e assim,
lenta e inexoravelmente,
vai tecendo
a mortalha de destino
que nos amarra ás nossas vidas!
Nós,
nada mais somos
que marionetas impotentes,
dançando,
sempre dançando,
ao som da música
que nos dão,
pendurados na mão
d'um bonecreiro louco.
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