sábado, 26 de abril de 2008
Portugal suicidou-se.
Os sonhos são belos,
mas sonhos são;
já os ideais, são novelos
de imensa confusão.
(Dizia o Poeta:)
As portas que Abril abriu
nunca mais ninguém as cerra!
(Mas, na realidade;)
Os sonhos que Abril pariu
jazem sete palmos debaixo de terra!
O Poeta morreu,
o Povo é carneiro,
o Capitão tremeu
e o Soldado é ronceiro.
O sonho,
por todos sonhado,
foi, por todos,
estuprado.
Nem Abril, nem sonho.
Nem Povo, nem nada!
Só Portugal;
cansado,
perdido,
fodido!
As portas que Abril abriu:
estão fechadas, a cal e canto,
e os sonhos que Abril pariu,
morreram; sem um pranto.
Portugal, está morto, morrido, matado.
Portugal, matou-se!
Portugal, não está suicidado;
Portugal suicidou-se!
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