segunda-feira, 7 de abril de 2008

O mais do que isto?



O mais do que isto,
não é Jesus Cristo…

O mais do que isto:
é o vodka,
é o rum,
é o vinho,
é o haxixe.

O mais do que isto,
é o torpor,
é o analgésico que nos deixa viver,
é o alucinogéneo que nos permite sonhar…

Bibliotecas?
São cemitérios de arvores,
resmas inúteis de papel
sujo com letras.

Finanças?
São grilhetas
que nos prendem
a uma vida que não queremos.

O Sol?
Esse gira,
e segue girando;
cego e alheio a tudo.
E porque não?
Ele é perene,
nós é que somos transitórios.

Grande?
Grande é o nada,
grande é o oblívio;
tudo o resto é maçada.

Mas o pior do mundo,
Fernando,
são as crianças;
condenadas
sem culpa,
maculadas
sem pecado…

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